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VISTA DO MEU PONTO – ÍNDIO VÉIO MACANUDO

 

Domingo passado, dia 19, nós sempre na escola comemorávamos o Dia do Índio. Sei que não é um assunto interessante para os dias atuais, mas lembrei-me de Sepé Tiarajú e do Galdino, dois diferentes homens. Galdino foi aquele índio em que foi ateado fogo com gasolina em uma certa cidade que não me recordo agora. E o outro os gaúchos todos sabem quem foi, mas deixaremos para depois.
Vários pregadores crentólicos Brasil afora dizem que e o Rio Grande do Sul é bastante difícil de expandir as suas igrejas e alguns acabam até chamando nosso estado de deserto. Não quero criticá-los mas explicar a causa real de não conseguirem o avivamento que está acontecendo no Brasil( segundo eles).
Muitos não gostam de argentinos, são preconceituosos, e a maioria por motivos que nem sabem o porque. Quanto a nós gaúchos não há isso, pois a nossa formação cultural está ligada a todas as raças de uma forma ou outra. O churrasco gaúcho é a junção da França com a Argentina em solo gaudério. O Andar cavalgando é dos argentinos e dos índios e por aí se vai, moda de violão, chimarrão etecétera e tal.
E realmente o movimento gospel veio e aqui no rio grande estaquiou; Teologia da prosperidade e outras tantas coisas não funcionaram aqui.
Pura e simplesmente porque somos “meio expiados” quanto as novidades? Não. È porque fomos formados na essência por fugitivos da Alemanha; fugitivos da Itália; Fugitivos do Japão; De Israel e Açorianos. Todos foram abrigados aqui e os Índios que aqui habitavam, foram coabitando com esses que chegavam e por esse motivo a mistura racial forma essas modelos espalhadas mundo afora por características que fogem ao padrão mundial com suas regiões homogêneas.
Quando os Índios passaram a conhecer o único Deus Verdadeiro e não o sol a terra e a lua, á qual eles ofereciam seus filhos primogênitos que eram enterrados muitas vezes vivos quando seus pais eram assassinados, começaram a serem perseguidos, como até hoje são, explorados pelos colonizadores assassinos e ladrões de nossas riquezas, não todos. Então os gaúchos por si só não aceitam qualquer coisa no grito. Isso pode nos impedir de alguma coisa boa? Pode, mas nos livra de todas coisas más. Pois “cachorro que apanhou de ovelha, foge até de pelego”.
O gaúcho é um povo desbravador de novos caminhos, veja Santa Catarina, Mato Grosso e outros tantos lugares. Mas nossa história é sofrida, de lutadores que jamais se contentam em andar na periferia da história, e como João Batista ou Sepé Tiarajú, Índios velhos guerreiros que podem perder cabeça, mas enfrentam até reis e presidentes pela alma do povo e por causa da justiça seguem na história.
Graças aos Índios, Argentinos, Alemães, Negros, Italianos, Judeus ETC… com Letras Maiúsculas, com virtudes e defeitos existimos e faremos história.
E que os pampas que herdamos dos nossos pais não passaremos aos nossos filhos da mesma forma, pois se for possível eu volto a ser caudilho cristão.
E quanto ao índio Galdino, aquele em que o rapaz rico colocou fogo até que ele morrese? Hoje ganha cerca de vinte salários mínimos pois apadrinhado está trabalhando pro governo.Livre, não por dentro do coração. Não se espante se daqui uns dias começarem a assassinarem gaúchos por andarem pilchados…
“TEM OUVIDOS…ENTÃO OUÇA”.
Vi no Amigo do Noivo porém o texto é o Vista do Meu Ponto

fevereiro 23, 2011 at 3:40 pm Deixe um comentário

Te Bobeia com a Gauchada, te bobeia…

Então o gaúcho andava a cavalo pelas matas, quando, de repente, entra numa clareira e se depara com uma gigantesca onça.

O cavalo do gaudério se assusta com a presença do enorme felino e começa a refugar, até que dá uma empinada violenta que resulta na queda do gaudério de cima do animal, sendo que em seguida o cavalo foge em disparada.

O gaudério começa a se levantar devagarito, e vê que o bixano vem caminhando lentamente em sua direção . Então, antes de tomar qualquer atitude, o gaudério se ajoelha e faz uma oração:

Deus, se o Senhor está torcendo por mim, faça com que eu puxe agora essa minha adaga da bota, atire-a em direção a esta onça de maneira certeira, fazendo com que atinja o meio da cabeça dela e seja mortal.

Mas se o Senhor está torcendo pela onça, faça com que eu erre o lançamento da adaga, e que o bixo de um pulo certeiro para cima de mim, mordendo diretamente a minha jugular, que o sangue corra em abundância e que eu morra de imediato e sem sentir muita dor.

Agora Deus, se por acaso o Senhor não estiver torcendo para nenhum de nós dois, o Senhor faça um favor, senta ali naquela pedra, e assista uma das maiores peleias que já se sucederam por esses pagos…”

Maizá gaúcho véio, não se mixa pro perigo…

Não tá morto quem peleia….

dezembro 31, 2009 at 3:17 pm Deixe um comentário

Maizá Tchê!!!

Oigalê gauderiada véia, tudo buenacho?

Passei uma semana bem tradicionalista, tomei mate todos os dias, muito bom rever essas tradições aqui dos pampas. Aí me veio uma coisa, qual a origem do chimarrão?

Achei na internet essa história sobre a origem do chimarrão e algumas regras “mandamentos” para se tomar mate… aí vai…

A ORIGEM DO CHIMARRÃO

O Chimarrão é um legado do índio Guarani.

Sempre presente no dia-a-dia, o chimarrão constituiu-se na bebida típica do Rio Grande do Sul, ou seja, na tradição representativa do nosso pago. Também conhecido como mate amargo, como bebida preferida pelo gaúcho, constitui-se no símbolo da hospitalidade e da amizade do gaúcho. É o mate cevado sem açúcar, preparado em uma cuia e sorvido através de uma bomba. É a bebida proveniente da infusão da erva-mate, planta nativa das matas sul-americanas, inclusive no Rio Grande do Sul.

O homem branco, ao chegar no pago gaúcho, encontrou o índio guarani tomando o CAA, em porongo, sorvendo o CAÁ-Y, através do TACUAPI.

Podemos dizer, que o chimarrão é a inspiração do aconchego, é o espírito democrático, é o costume que, de mão – em – mão, mantém acesa a chama da tradição e do afeto, que habita os ranchos, os galpões dos mais longínquos rincões do pago do sul, chegando a ser o maior veículo de comunicação.

O mate é a voz quíchua, que designa a cuia, isto é, o recipiente para a infusão do mate. Atualmente, por extensão, passou a designar o conjunto da cuia, erva-mate e bomba, isto é, o mate pronto.

O homem do campo passou o hábito para a cidade, até consagrá-lo regional. O Chimarrão é um hábito, uma tradição, uma espécie de resistência cultural espontânea.

Os avios ou os apetrechos do mate constituem o conjunto de utensílios usados para fazer o mate. Os avios do mate são fundamentalmente a cuia e a bomba.
MANDAMENTOS DO CHIMARRÃO

Apesar de simples e informal, a roda de chimarrão tem suas regras. Verdadeiros mandamentos, que devem ser respeitados por todos. Se você é iniciante ou está redescobrindo o costume, observe esses pontos relacionados com boa dose de humor:

01- NÃO PEÇAS AÇÚCAR NO MATE
O gaúcho aprende desde piazito o porquê o chimarrão se chama também mate amargo ou, mais intimamente, amargo apenas. Mas se tu és de outros pagos, mesmo sabendo, poderá achar que é amargo demais e cometer o maior sacrilégio que alguém pode imaginar nesse pedaço do Brasil: pedir açúcar. Pode-se por água, ervas exóticas, cana, frutas, feldspato, dollar, etc… mas jamais açúcar. O gaúcho pode ter todos os defeitos do mundo, mas não merece ouvir um pedido desses. Portanto, tchê, se o chimarrão te parece amargo demais, não hesites, pede uma coca-cola com canudinho. Tu vais te sentir bem melhor.
02- NÃO DIGAS QUE O CHIMARRÃO É ANTI-HIGIÊNICO
Tu podes achar que é anti-higiênico por a boca onde todo mundo põe. Claro que é. Só que tu não tens o direito de proferir tamanha blasfêmia em se tratando de chimarrão. Repito: pede uma coca-cola de canudinho. O canudo é puro como a água de sanga (pode haver coliformes fecais e estafilococos dentro da garrafa, não nele).
03- NÃO DIGAS QUE O MATE ESTÁ QUENTE DEMAIS
Se todos estão chimarreando sem reclamar da temperatura da água, é porque ela é perfeitamente suportável por pessoas normais. Se tu não és uma pessoa normal, assume tuas frescuras (caso desejes te curar, recomendamos uma visita ao analista de Bagé). Se, porém, te julgas perfeitamente igual aos demais, faze o seguinte: vai para o Paraguai. Tu vai adorar o chimarrão de lá.
04- NÃO DEIXES UM MATE PELA METADE
Apesar da grande semelhança que existe entre o chimarrão e o cachimbo da paz, há diferenças fundamentais. Como o cachimbo da paz, cada um dá uma tragada e passa-o adiante, já o chimarrão não. Tu deves tomar toda a água servida até ouvir o ronco da cuia vazia. A propósito, leia logo o mandamento abaixo.
05- NÃO TE ENVERGONHES DO “RONCO” NO FIM DO MATE
Se, ao acabar o mate, sem querer fizer a bomba “roncar”, não te envergonhes. Está tudo bem, ninguém vai te julgar mal-educado. Esse negócio de chupar sem fazer barulho vale para a coca-cola com canudinho que tu podes até tomar com o dedinho levantado.
06- NÃO MEXAS NA BOMBA
A bomba de chimarrão pode muito bem entupir, seja por culpa dela mesma, da erva ou de quem preparou o mate. Se isso acontecer, tens todo o direito de reclamar. Mas por favor, não mexas na bomba. Fale com quem te passou o mate ou com quem lhe passou a cuia. Mas não mexas na bomba, não mexas na bomba e, sobretudo, não mexas na bomba.
07- NÃO ALTERE A ORDEM EM QUE O MATE É SERVIDO
Roda de chimarrão funciona como cavalo de leiteiro. A cuia passa de mão em mão, sempre na mesma ordem. Para entrar na roda, qualquer hora serve, mas depois de entrar, espera sempre a tua vez e não queiras favorecer ninguém, mesmo que seja a mais prendada prenda do estado.
08- NÃO CONDENES O DONO DA CASA POR TOMAR O PRIMEIRO MATE
Se tu julgas o dono da casa um grosso por preparar o chimarrão e tomar ele próprio o primeiro mate, saibas que o grosso és tu. O pior mate é o primeiro, e quem toma está te prestando um favor.
09- NÃO DURMAS COM A CUIA NA MÃO
Tomar mate solito é um excelente meio de meditar sobre as coisas da vida. Tu mateias sem pressa, matutando… Agora, tomar chimarrão numa roda é muito diferente. Aí o fundamental não é meditar, mas sim integrar-se à roda. Numa roda de chimarrão, tu falas, discutes, ris, xingas, enfim, tu participas de uma comunidade em confraternização. Só que essa tua participação não pode ser levada ao extremo de te fazer esquecer a cuia que está na tua mão. Fala quanto quiseres mas não esqueças de tomar o teu mate que a moçada tá esperando.
10- NÃO DIGAS QUE O CHIMARRÃO DÁ CÂNCER NA GARGANTA
Pode até dar. Mas não vai ser tu, que pela primeira vez pega na cuia, que irás dizer, com ar de entendido, que o chimarrão é cancerígeno. Se aceitaste o mate que te ofereceram, toma e esqueces o câncer. Se não der para esquecer, faz o seguinte: pede uma coca-cola com canudinho que ela… etc… etc…

PÉRCIO DE MORAES

tri legal neh gurizada!

A aí vai a receita pra quem ainda não sabe fazer mate…

Modo de fazer
Água
Esquente a água. O ponto certo é chamado de chiado, então, quando a chaleira começar a chiar ou tremer um pouco apague o fogo. Obs: Se a água esquentar demais vai queimar a erva e o chimarrão ficará ruim. Claro, você também irá queimar a boca. :-p

Colocando a erva na cuia
Despeje a erva na cuia até que cubra o pescoço
Tampe a cuia com o aparador
Tombe a cuia de lado e agite na horizontal para posicionar a erva corretamente
Levante a cuia um pouco (em valores mais precisos + ou – 45 graus)
Retire o aparador vagarosamente e verifique se a erva ficou bem acomodada
Pegue o copo com água morna e derrame vagarosamente a água pela parede da cuia. Obs: não utilize água quente porque pode estragar a erva
Pegue a bomba e tampe o bocal com o dedão
Coloque a parte de trás da bomba contra a parede de erva
Coloque a bomba até o fundo (de prefência bem próxima da parede de erva)
Ainda com o bocal tampado gire a bomba no sentido anti-horário (+ ou – 90 graus, até que a bomba fique reta)
Agora sim, pode retirar o dedão do bocal
 e tomar o primeiro mate (esse nunca eh muito bom, mas sei q tu eh macho e aguenta o tiro)

 

Deus abençoe vcs e até outra hora

maio 23, 2008 at 1:50 pm 2 comentários


Põe teu e-mail ai cara, vou te mandar um e-mail de volta e sempre que eu escrever algo novo se vai ficar sabendo primeiro que os outros... hehehe

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