Posts tagged ‘Cristianismo’

Definindo o Novo Testamento

New testament Mateus – Vida e ministério de Jesus.

 Marcos – Provavelmente, o primeiro relato sobre Jesus.

 Lucas – A narrativa mais ampla a respeito de Jesus.

 João – Enfatiza a divindade de Jesus.

(mais…)

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abril 2, 2013 at 12:14 am Deixe um comentário

VISTA DO MEU PONTO – ÍNDIO VÉIO MACANUDO

 

Domingo passado, dia 19, nós sempre na escola comemorávamos o Dia do Índio. Sei que não é um assunto interessante para os dias atuais, mas lembrei-me de Sepé Tiarajú e do Galdino, dois diferentes homens. Galdino foi aquele índio em que foi ateado fogo com gasolina em uma certa cidade que não me recordo agora. E o outro os gaúchos todos sabem quem foi, mas deixaremos para depois.
Vários pregadores crentólicos Brasil afora dizem que e o Rio Grande do Sul é bastante difícil de expandir as suas igrejas e alguns acabam até chamando nosso estado de deserto. Não quero criticá-los mas explicar a causa real de não conseguirem o avivamento que está acontecendo no Brasil( segundo eles).
Muitos não gostam de argentinos, são preconceituosos, e a maioria por motivos que nem sabem o porque. Quanto a nós gaúchos não há isso, pois a nossa formação cultural está ligada a todas as raças de uma forma ou outra. O churrasco gaúcho é a junção da França com a Argentina em solo gaudério. O Andar cavalgando é dos argentinos e dos índios e por aí se vai, moda de violão, chimarrão etecétera e tal.
E realmente o movimento gospel veio e aqui no rio grande estaquiou; Teologia da prosperidade e outras tantas coisas não funcionaram aqui.
Pura e simplesmente porque somos “meio expiados” quanto as novidades? Não. È porque fomos formados na essência por fugitivos da Alemanha; fugitivos da Itália; Fugitivos do Japão; De Israel e Açorianos. Todos foram abrigados aqui e os Índios que aqui habitavam, foram coabitando com esses que chegavam e por esse motivo a mistura racial forma essas modelos espalhadas mundo afora por características que fogem ao padrão mundial com suas regiões homogêneas.
Quando os Índios passaram a conhecer o único Deus Verdadeiro e não o sol a terra e a lua, á qual eles ofereciam seus filhos primogênitos que eram enterrados muitas vezes vivos quando seus pais eram assassinados, começaram a serem perseguidos, como até hoje são, explorados pelos colonizadores assassinos e ladrões de nossas riquezas, não todos. Então os gaúchos por si só não aceitam qualquer coisa no grito. Isso pode nos impedir de alguma coisa boa? Pode, mas nos livra de todas coisas más. Pois “cachorro que apanhou de ovelha, foge até de pelego”.
O gaúcho é um povo desbravador de novos caminhos, veja Santa Catarina, Mato Grosso e outros tantos lugares. Mas nossa história é sofrida, de lutadores que jamais se contentam em andar na periferia da história, e como João Batista ou Sepé Tiarajú, Índios velhos guerreiros que podem perder cabeça, mas enfrentam até reis e presidentes pela alma do povo e por causa da justiça seguem na história.
Graças aos Índios, Argentinos, Alemães, Negros, Italianos, Judeus ETC… com Letras Maiúsculas, com virtudes e defeitos existimos e faremos história.
E que os pampas que herdamos dos nossos pais não passaremos aos nossos filhos da mesma forma, pois se for possível eu volto a ser caudilho cristão.
E quanto ao índio Galdino, aquele em que o rapaz rico colocou fogo até que ele morrese? Hoje ganha cerca de vinte salários mínimos pois apadrinhado está trabalhando pro governo.Livre, não por dentro do coração. Não se espante se daqui uns dias começarem a assassinarem gaúchos por andarem pilchados…
“TEM OUVIDOS…ENTÃO OUÇA”.
Vi no Amigo do Noivo porém o texto é o Vista do Meu Ponto

fevereiro 23, 2011 at 3:40 pm Deixe um comentário

Os 100 acontecimentos mais importantes da história do cristianismo Parte 21

Gregorio I se torna papa

Embora não fosse mais a capital do império, Roma ainda possuía prestígio. Além do mais, a antiga cidade tinha ligações com os apóstolos Pedro e Paulo.

Por muitos anos, os bispos de Roma tentaram expandir o poder que conquistaram. Paulatinamente, a cidade alcançou posição de proeminência sobre as outras dioceses, e o bispo de Roma se tornou o papa.

Contudo, o homem que mais contribuiu para o incremento da autoridade e do poder do papado não fez isso buscando o ganho político. O humilde monge, que não procurava altos postos, chegou ao papado contra a própria vontade.

Gregorio nasceu em 540 de uma nobre família romana, que possuía uma história relacionada a serviços prestados na esfera política. Ele se tornou chefe da prefeitura de Roma, o mais alto cargo civil. Porém, não se sentia talhado para a vida pública e acabou renunciando, dividindo suas propriedades para a fundação de mosteiros, vindo a se unir a um deles posteriormente. Alguns anos mais tarde, ele mesmo se tornaria abade.

Sua piedade e, sem dúvida, seu passado de administrador habilidoso atraíram a atenção das pessoas. Em 590, quando o papa morreu, os romanos, de maneira unânime, pediram a Gregorio que se tornasse seu sucessor. Embora Gregorio se recusasse a fazê-lo, a vontade pública prevaleceu.

Como já fora um homem de Estado, o novo papa transpôs sua habilidade de governar para seu novo ofício. Quando os lombardos ameaçaram Roma, Gregorio pediu ajuda ao imperador em Constantinopla. Como esse apoio não chegou, o bispo de Roma reuniu as tropas, negociou tratados e fez tudo o que era necessário para promover a paz. As ações independentes de Gregorio provaram ao exarca do imperador (seu representante que estava em Ravena), que o papa era bastante capaz para manter a ordem em Roma. Esses movimentos políticos se tornariam uma espécie de primeiros passos para a divisão dos cristãos nos impérios do Oriente e do Ocidente.

Gregorio, porém, não tinha ambições políticas. Seus interesses eram espirituais. Extremamente preocupado com o cuidado pastoral, insistia em que o clero visse a si mesmo como um grupo de pastores e servos do rebanho. Dizia que era “servo dos servos de Deus”, e sua obra intitulada Livro do cuidado pastoral — um estudo maravilhosamente criterioso sobre as provações espirituais das pessoas e a maneira pela qual o clero deveria lidar com elas — tornou-se uma espécie de livro-texto ministerial da Idade Média.

Outra obra sua, Diálogos, foi a primeira tentativa de hagiografía — biografia dos santos — que enfatizava o fantástico e o miraculoso, o que acabou por transformar os santos em uma espécie de super-heróis da época. Durante seu papado, a veneração de partes do corpo, de roupas e de outros pertences dos santos foi encorajada, e isso viria a se transformar em uma das principais características da piedade medieval. Por vários séculos, nenhuma igreja poderia se estabelecer se não tivesse alguma relíquia de um santo para ser colocada nela.

Embora Gregorio não afirmasse ser teólogo, algumas de suas crenças se tornaram essenciais para a teologia católica. Ele acreditava no purgatório e ensinava que as missas celebradas a favor dos mortos poderiam aliviar as dores dos que estavam naquele local. Além disso, ajudou a popularizar o ensino de Dionisio Areopagita, que escreveu sobre diversas categorias de anjos. Depois de Gregorio, essas idéias se tornariam grandemente aceitas.

Embora não tenha sido ele o criador do canto gregoriano, Gregorio era bastante interessado na música da igreja (o cantochão deve muito à sua influência).

Além disso, Gregorio autorizou uma missão evangelística à região de Kent, liderada por Agostinho, o missionário que, mais tarde, se tornaria o primeiro arcebispo da Cantuária. Embora o cristianismo já tivesse alcançado a Bretanha, ao enviar essa missão sob a liderança de Agostinho, o papa estava estendendo o poder de Roma àquelas ilhas. O cristianismo, que tinha em Roma sua liderança, começava a tomar forma.

O bispo de Constantinopla afirmava ser o Patriarca Ecumênico (no sentido de “universal” ou “global”).

Gregorio tanto se recusou a aceitar o uso desse título quanto o rejeitou para si mesmo. Tudo o que fez, porém, mostrou que Gregorio via a si mesmo como o pastor-chefe de uma igreja mundial.

Em um espaço de 14 anos, Gregorio realizou tantos feitos que as gerações posteriores o denominavam de Gregorio, o Grande. Talvez ele tenha se tornado grande por ter sido um homem humilde.

fevereiro 4, 2011 at 12:13 am Deixe um comentário

Os 100 acontecimentos mais importantes da história do cristianismo Parte 14

Conversão de Agostinho

“Senhor, torna-me casto, mas não agora”, disse um intelectual, voltado à sensualidade, que flertava com o cristianismo — e com muitas outras coisas também. Depois de se entregar a Deus, esse homem não mais teria problemas para ser casto e se tornaria um dos mais influentes escritores que a igreja já conheceu.

Esse homem complexo era Aure-lius Augustinus, mais conhecido por Agostinho. Nasceu em 354, na cidade de Tagaste, filho de mãe cristã, Mônica, e de pai pagão, Patrício, que era oficial romano.

Ao perceber o brilhantismo de seu filho, Mônica e Patrício procuraram as melhores escolas para ele. Estudou retórica em Cartago e foi estimulado a ler autores latinos como Cícero. Convencido por seus estudos de que a verdade era o objetivo da vida, em um primeiro momento rejeitou o cristianismo, porque via nele uma religião para as pessoas de mente simples.

Quando era adolescente, Agostinho tomou para si uma concubina que lhe deu um filho. Pelo resto de sua vida, Agostinho olharia para seus dias passados em Cartago com aversão. Na obra chamada Confissões, comenta: “Cheguei a Cartago, onde um caldeirão de amores profanos estava chiando e borbulhan-do ao meu redor”.

O jovem incansável experimentou o maniqueísmo, que ensinava ser o mundo um campo de batalha entre a luz e as trevas, a carne e o espírito. O maniqueísmo, no entanto, não conseguiu satisfazer o desejo de Agostinho de encontrar a verdade definitiva.

Tampouco conseguiu encontrá-la no neoplatonismo.

Assolado pela própria insatisfação espiritual, Agostinho se mudou de Cartago para Roma e depois para Milão, ensinando retórica nessas cidades. Em Milão, ele se encontrou com o bispo Ambrosio e aprendeu que nem todos os cristãos eram pessoas de mente simples, pois aquele homem era brilhante.

Em 387, enquanto estava sentado em um jardim em Milão, Agostinho ouviu uma criança cantar uma música que dizia: “Pegue-a e leia-a, pegue-a e leia-a”. Agostinho leu a primeira coisa que encontrou na sua frente: a epístola de Paulo aos Romanos. Quando leu Romanos 13.13,14, as palavras de Paulo que versam sobre o revestir-se do Senhor Jesus em vez de deleitar-se com os prazeres pecaminosos tocaram profundamente seu coração, e Agostinho creu. “Foi como se a luz da fé inundasse meu coração e todas as trevas da dúvida tivessem sido dissipadas.”

Apesar de Agostinho estar feliz com sua vida monástica tranqüila, sua reputação de cristão brilhante se espalhou. Em 391, ele foi pressionado a ser ordenado sacerdote. Em 395, tornou-se bispo da cidade de Hipona, no norte da África.

Todas as controvérsias de seus dias envolviam o bispo Agostinho. O grupo donatista tinha grande preocupação no sentido de que o clero tivesse a moral adequada. Sob a perseguição do imperador Diocleciano, alguns clérigos entregaram cópias das Escrituras a seus perseguidores para que fossem queimadas. Mais tarde, alguns desses “traidores”, como eram chamados, foram readmitidos no clero. Os donatistas se recusaram a aceitar os “Traidores” e estabeleceram uma igreja rival. Milhares de donatistas viviam na diocese de Agostinho.

Agostinho negava a necessidade de uma igreja rival. Embora, como disse, pudessem existir algumas pessoas que não fossem exatamente santas na igreja, só havia uma igreja. Os sacramentos, que Agostinho definia como sinais visíveis da graça invisível, não eram eficientes em razão da justiça do sacerdote, mas devido à graça de Deus operando por intermédio deles. A visão de Agostinho prevaleceu, e o movimento donatista perdeu força.

Pelágio, um monge inglês, espalhou a heresia em que afirmava que a ação do homem era essencial em sua opção por Deus. Embora a graça de Deus tivesse seu papel, ela não era tudo. Pelágio não ensinava que o homem poderia salvar-se a si mesmo, mas negava que o pecado tivesse sido herdado de Adão.

Agostinho se opôs a essa idéia, dizendo que ninguém poderia escolher o bem a não ser que Deus o levasse a fazer isso. Na verdade, Deus havia predestinado os eleitos, seus redimidos, e nada do que o homem pudesse fazer mudaria o decreto eterno. Em 431, um ano depois da morte de Agostinho, o Concilio de Éfeso condenou oficialmente o pelagianismo.

Agostinho não apenas desafiou a heresia, mas, em sua obra Confissões, descreveu sua busca espiritual, talvez, a primeira autobiografia verdadeiramente espiritual. A famosa frase “inquieto está nosso coração enquanto não repousa em ti” vem do primeiro parágrafo dessa obra.

Pelo fato de os ensinamentos de Agostinho tem se tornado tão fundamental ao cristianismo, não percebemos como ele foi original em seus dias. Seus pensamentos se espalharam tanto entre os teólogos católicos quanto entre os protestantes. Lutero e Calvino o citavam constantemente; gostavam de sua ênfase na graça de Deus e na incapacidade do homem de salvar-se a si mesmo.

Agostinho escreveu centenas de tratados, cartas e comentários. Sua obra clássica, intitulada A Trindade é provavelmente o trabalho mais conhecido sobre o assunto. Entretanto, sua obra mais importante foi A cidade de Deus, trabalho monumental escrito em resposta à queda de Roma diante dos visigodos. Algumas pessoas culparam os cristãos pelo acontecido, e alegavam que Roma caira porque seu povo rejeitara os deuses nativos. Em razão dessas afirmações, Agostinho respondeu defendendo e explicando o plano e a obra de Deus na história. Ele diz que, desde Caim e Abel, sempre houve duas cidades no mundo: a cidade de Deus (os fiéis) e a cidade dos homens (a sociedade paga). Embora elas se inter-relacionem, Deus cuidará para que a cidade de Deus — a igreja — permaneça por toda a eternidade.

Embora Agostinho tenha escrito no final da era antiga, seus pensamentos influenciaram os estudiosos da Idade Média e perduraram até a Reforma.

novembro 11, 2010 at 1:14 am Deixe um comentário

Os 100 acontecimentos mais importantes da história do cristianismo Parte 12

A carta de Atanásio reconhece o canon do Novo Testamento

Como o cristão poderia ter certeza dos livros que deveriam constar do Novo Testamento?

Quando Paulo mencionou as Escrituras a Timóteo (“Toda a Escritura é inspirada…”; 2Tm 3.16), ele estava se referindo ao at, mas, mesmo nas páginas do NT, temos indicações de que os cristãos começaram a considerar os evangelhos e as epístolas de Paulo como textos especiais. Ao escrever sobre as epístolas de Paulo, Pedro disse que elas às vezes continham “algumas coisas difíceis de entender”. Todavia, a sabedoria de Paulo fora dada por Deus, e Pedro repreendeu “os ignorantes e instáveis” que distorciam as palavras de Paulo, fazendo o mesmo com “as demais Escrituras” (2Pe 3.16; grifo do autor). Ε óbvio que Pedro começava a perceber que os cristãos tinham alguns textos edificantes além das obras do at.

Os judeus decidiram que alguns livros — os que chamamos hoje de Antigo Testamento — foram claramente inspirados por Deus, ao passo que outros não o eram. Por enfrentar heresias, os cristãos também começaram a sentir a necessidade de distinguir entre escritos verdadeiramente inspirados e os de origem questionável.

Havia dois critérios fundamentais, usados pela igreja para identificar o cânon (kanon é a palavra grega para “padrão”): a origem apostólica e o uso dos textos nas igrejas.

Com relação à origem apostólica, a igreja incluiu Paulo entre os apóstolos. Embora não tenha caminhado com Cristo, Paulo se encontrou com ele na estrada para Damasco. A abrangência de sua atividade missionária — relatada no livro de Atos dos Apóstolos — fez dele o próprio modelo do apóstolo.

Cada evangelho precisava estar relacionado a um apóstolo. Desse modo, o evangelho de Marcos, associado a Pedro, e o de Lucas, relacionado a Paulo, receberam um lugar no cânon. Depois da morte dos apóstolos, os cristãos valorizaram o testemunho dos livros, muito embora não portassem o nome de um apóstolo como autor.

Com relação ao uso dos textos nas igrejas, a orientação parecia ser a seguinte: “Se muitas igrejas usam um texto, e se ele continua a edificá-las, logo esse texto deve ser inspirado”.

Embora esse padrão mostre uma abordagem bastante pragmática, existe uma lógica por trás dele: alguma coisa inspirada por Deus, sem dúvida, inspirará muitos adoradores. O texto que não foi inspirado acabaria, mais cedo ou mais tarde, por cair em desuso.

Infelizmente, esses padrões somente não eram capazes de estabelecer quais seriam os livros do cânon. Diversos textos flagrantemente heréticos carregavam o nome de um apóstolo. Além disso, algumas igrejas utilizavam textos que outras não se preocupavam em usar.

Por volta do final do século II, os quatro evangelhos, o livro de Atos e as epístolas de Paulo eram grandemente valorizadas em quase todos os lugares. Embora não existisse ne nhuma lista “oficial”, as igrejas tinham a tendência crescente de se voltar para esse material como fonte de autoridade espiritual. Bispos influentes como Inácio, Clemente de Roma e Policarpo contribuíram para que esses textos alcançassem ampla aceitação. Contudo, ainda havia muita disputa com relação a He-breus, Tiago, 2 Pedro, 2 e 3 João, Judas e Apocalipse.

A heresia era uma maneira de fazer com que os cristãos ortodoxos esclarecessem suas posições. Até onde sabemos, a primeira tentativa de elaboração do cânon foi feita por Mar-cião, que incluiu apenas dez das treze epístolas de Paulo e o evangelho de Lucas bastante modificado. Mais tarde, outros grupos heréticos defenderiam seus “livros secretos”, normalmente os que tinham o nome de um apóstolo ligado a eles.

Uma lista ortodoxa primitiva, compilada por volta do ano 200, foi o Cânon muratório, elaborado pela igreja de Roma. Ele incluía a maioria dos livros presentes hoje no Novo Testamento, mas adicionava o Apocalipse de Pedro e a Sabedoria de Salomão. Listas posteriores omitiram alguns livros, e deixaram outros, mas continuavam sendo bastante similares. Obras como O pastor, de Hermas, o Didaquê e a Epístola de Barnabé eram muito consideradas, embora as pessoas tivessem dificuldade em considerá-las escritura inspirada.

Em 367, Atanásio, o bispo de Alexandria, influente e altamente ortodoxo, escreveu sua famosa carta oriental. Nesse documento, enumerava os 27 livros que hoje fazem parte do nosso Novo Testamento. Na esperança de impedir que seu rebanho caminhasse rumo ao erro, Atanásio afirmou que nenhum outro livro poderia ser considerado escritura cristã, embora admitisse que alguns, como o Didaquê, pudessem ser úteis para devoções particulares.

A lista de Atanásio não encerrou esse assunto. Em 397, o Concilio de Cartago confirmou sua lista, mas as igrejas ocidentais demoraram muito para estabelecer o cânon. A contenda continuou com relação aos livros questionáveis, embora todos terminassem aceitando o Apocalipse.

No final, a lista de Atanásio recebeu aceitação geral e, desde então, as igrejas por todo o mundo jamais se desviaram de sua sabedoria.

outubro 23, 2010 at 6:51 pm Deixe um comentário

Os 100 acontecimentos mais importantes da história do cristianismo Parte 11

O CONCÍLIO DE NICÉIA.

Embora Tertuliano tivesse outorgado à igreja a idéia de que Deus é uma única substância e três pessoas, de maneira alguma isso serviu para que o mundo tivesse compreensão adequada da Trindade. O fato é que essa doutrina confundia até os maiores teólogos.

Logo no início do século IV, Ario, pastor de Alexandria, no Egito, afirmava ser cristão, porém, também aceitava a teologia grega, que ensinava que Deus é um só e não pode ser conhecido. De acordo com esse pensamento, Deus é tão radicalmente singular que não pode partilhar sua substância com qualquer outra coisa: somente Deus pode ser Deus. Na obra intitulada Thalia, Ario proclamou que Jesus era divino, mas não era Deus. De acordo com Ario, somente Deus, o Pai, poderia ser imortal, de modo que o Filho era, necessariamente, um ser criado. Ele era como o Pai, mas não era verdadeiramente Deus.

Muitos ex-pagãos se sentiam confortáveis com a opinião de Ario, pois, assim, podiam preservar a idéia familiar do Deus que não podia ser conhecido e podiam ver Jesus como um tipo de super-herói divino, não muito diferente dos heróis humanos-divinos da mitologia grega.

Por ser um eloqüente pregador, Ario sabia extrair o máximo de sua capacidade de persuação e até mesmo chegou a colocar algumas de suas idéias em canções populares, que o povo costumava cantar.

“Por que alguém faria tanto estardalhaço com relação às idéias de Ario?”, muitas pessoas ponderavam. Porém, Alexandre, bispo de Ario, entendia que para que Jesus pudesse salvar a humanidade pecaminosa, ele precisava ser verdadeiramente Deus. Alexandre conseguiu que Ario fosse condenado por um sínodo, mas esse pastor, muito popular, tinha muitos adeptos. Logo surgiram vários distúrbios em Alexandria devido a essa melindrosa disputa teológica, e outros clérigos começaram a se posicionar em favor de Ario.

Em função desses distúrbios, o imperador Constantino não podia se dar ao luxo de ver o episódio simplesmente como uma “questão religiosa”. Essa “questão religiosa” ameaçava a segurança de seu império. Assim, para lidar com o problema, Constantino convocou um concilio que abrangia todo o império, a ser realizado na cidade de Nicéia, na Ásia Menor.

Vestido com roupas cheias de pedras incrustadas e multicoloridas, Constantino abriu o concilio. Ele disse aos mais de trezentos bispos que compareceram àquela reunião que deveriam resolver o impasse. A divisão da igreja, disse, era pior do que uma guerra, porque esse assunto envolvia a alma eterna.

O imperador deixou que os bispos debatessem. Convocado diante dos bispos, Ario proclamou abertamente que o Filho de Deus era um ser criado e, por ser diferente do Pai, passível de mudança.

A assembléia denunciou e condenou a afirmação de Ario, mas eles precisavam ir além disso. Era necessário elaborar um credo que proclamasse sua própria visão.

Assim, formularam algumas afirmações sobre Deus Pai e Deus Filho. Nessas declarações, descreviam o Filho como “Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstanciai com o Pai”.

A palavra “consubstancial” era muito importante. A palavra grega usada pelos conciliares foi homoousios. Homo quer dizer “igual”; ousios significa “substância”. O partido de Ario queria acrescentar uma letra a mais àquela palavra: homoiousios, cujo significado passaria a ser “de substância similar”.

Com exceção de dois bispos, todos os outros assinaram a declaração de fé. Esses dois, com Ario, foram expulsos. Constantino parecia satisfeito com o resultado de sua obra, mas isso não durou muito tempo.

Embora Ário tivesse ficado temporariamente fora do cenário, sua teologia permaneceria por décadas. Um diácono de Alexandria chamado Atanásio tornou-se um dos maiores opositores do arianismo. Em 328, Atanásio tornou-se bispo de Alexandria e continuou a lutar contra aquela facção.

No entanto, a guerra continuou na igreja do Oriente até que outro concilio, realizado em Constantinopla, no ano 381, reafirmou o Concilio de Nicéia. Ainda assim, traços dos pensamentos de Ario permaneceram na igreja.

O Concilio de Nicéia foi convocado tanto para estabelecer uma questão teológica quanto para servir de precedente para questões da igreja e do Estado. A sabedoria coletiva dos bispos foi consultada nos anos que se seguiram, quando questões espinhosas surgiram na igreja. Constantino deu início à prática de unir o império e a igreja no processo decisório. Muitas conseqüências perniciosas seriam colhidas nos séculos futuros dessa união.

 

outubro 15, 2010 at 2:54 am Deixe um comentário

Missões no Irã

A algum tempo atrás, deixei um vídeo salvo em meus favoritos e esperava o momento certo de postar ele aqui. Não quero dizer que este seja o momento certo, mas estava fazendo uma limpa nos meus favoritos e resolvi postar esse vídeo logo.

O vídeo trata a respeito de uma igreja subterrânea no Irã.

Para você que não sabe o Irã é o 2º país no ranking de países onde os missionários sofrem perseguição.

Um pouco sobre o Irã:

Irã é o nome atual da antiga Pérsia, que foi cenário de muitas histórias bíblicas. Entre elas encontram-se a história de Daniel na cova dos leões, a luta de Ester e Mardoqueu para salvar o povo judeu, e o serviço de Neemias ao rei.

A religião oficial do país é o islamismo, e os Xiitas são a maioria. Existem pequenas minorias de Zoroastras, Bahaístas, Judeus e Cristãos.

A Igreja está presente no país desde épocas remotas, como do Antigo Testamento. Mas, com a chegada do islamismo no Irã, ela começou a sofrer opressão.

Depois da Revolução Islâmica, em 1979, a situação da Igreja mudou drasticamente, resultando na queda do número de cristãos nas igrejas oficiais, principalmente por causa da emigração para outros países.

As igrejas oficiais (registradas no governo) têm, juntas, cerca de 150 mil membros. A maior parte desses é de origem Armênia ortodoxa, mas há também alguns milhares de protestantes e católicos romanos. Quase todos vieram de famílias cristãs.

Não se sabe exatamente o total de ex-muçulmanos.

No geral, a Igreja tem crescido, e de forma estruturada, organizando os cristãos em congregações ou células.

Embora os direitos de Cristãos, Judeus e Zoroastras sejam assegurados pela Constituição, na prática, todos são vítimas de retaliação e perseguição. As restrições e a perseguição ao cristianismo têm se multiplicado rapidamente nos últimos anos.

Os muçulmanos que se convertem ao cristianismo são rotineiramente interrogados e espancados. Além disso, acredita-se que muitos homicídios não esclarecidos são praticados por radicais que freqüentemente ameaçam os cristãos de morte.

Motivos de oração

1. É importante que novos convertidos cresçam no conhecimento do Senhor e da Bíblia. Ore para que haja oportunidades de treinar essas pessoas, e que os métodos e materiais necessários estejam disponíveis e sejam acessíveis.

2. O crescimento traz novos membros para a Igreja, mas também gera mais perseguição. Louve a Deus pelos milhares de cristãos iranianos. Ore para que a Igreja iraniana seja capaz de encontrar meios discretos e criativos para testemunhar.

3. Os líderes da Igreja têm sido duramente perseguidos. Ore pedindo proteção para os cristãos iranianos, em especial para os líderes, vítimas de severa perseguição no passado. Muitos deles foram mortos e outros vivem acuados pelo medo.

4. Muitos mártires cristãos eram chefes de família. Ore por suas viúvas, que têm de cuidar dos filhos com poucos recursos.

5. A população tem ouvido o evangelho pela TV. Receptores de TV via satélite são muito difundidos. Ore para que as transmissões, que varrem o território iraniano, resultem em muitos frutos.

6. Interceda pelas eleições presidenciais que serão realizadas em junho de 2009 no Irã. Ore para que o novo líder seja mais tolerante ao cristianismo e reveja a lei que exige a execução de quem abandona o islamismo.

FONTE: Missões Portas Abertas

setembro 29, 2010 at 2:46 am 1 comentário

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