Os 100 acontecimentos mais importantes da história do cristianismo PARTE 4

janeiro 11, 2010 at 8:58 pm 1 comentário

Bem capaz que sentiram minha falta.

Sei que não sentiram porque ninguém me deu sugestão de post, aí tive que correr para a série dos 100 acontecimentos.

A pedidos da minha MEGA audiência, (hehe) diminuí um pouco os textos dessa série, pois estava apenas copiando os textos diretamente da fonte como disse que faria no primeiro post dessa série.

Então, o acontecimento que irei postar dessa vez ocorreu em c. 156 e aconteceu com o camarada aí do lado.

Falaremos hoje sobre: O MARTÍRIO DE POLICARPO

Enjoy

As autoridades de Esmirna procuravam Policarpo, o respeitado bispo da cidade. Elas já haviam levado outros cristãos à morte na arena. Agora, uma multidão exigia a morte do líder.

Policarpo saíra da cidade e se escondera na propriedade de alguns amigos, no interior. Quando os soldados entraram, ele fugiu para outra propriedade. Embora o idoso bispo não tivesse medo da morte e quisesse permanecer na cidade, seus amigos insistiram em que se escondesse, talvez com temor de que sua morte pudesse desmoralizar a igreja.

Quando os soldados alcançaram a primeira fazenda, torturaram um menino escravo para que revelasse o paradeiro de Policarpo. Assim, apressaram-se, bem armados, para prender o bispo. Embora tivesse tempo para escapar, Policarpo se recusou a agir assim. “Que a vontade de Deus seja feita”, decidiu. Em vez de fugir, deu as boas-vindas aos seus captores, ofereceu-lhes comida e pediu permissão para passar um momento sozinho em oração. Policarpo orou durante duas horas.

Alguns dos que ali estavam com a finalidade de prendê-lo pareciam arrependidos por prender um homem tão simpático. No caminho de volta a Esmirna, o chefe da guarda tentou argumentar com Policarpo: “Que problema há em dizer ‘César é senhor’ e acender incenso?”.

Policarpo calmamente disse que não faria isso.

As autoridades romanas desenvolveram a idéia de que o espírito (ou o “gênio”) do imperador (César) era divino. A maioria dos romanos, não tinha problema em prestar culto ao imperador, porém, os cristãos sabiam que isso era idolatria.

Pelo fato de os cristãos se recusarem a adorar o imperador ou os outros deuses de Roma e adorar Cristo de maneira silenciosa e secreta em seus lares, a maioria das pessoas achava que eles não tinham fé. “Fora com os ateus!”, gritavam os habitantes de Esmirna, enquanto buscavam os cristãos para prendê-los. Como sabiam apenas que os cristãos não participavam dos muitos festivais pagaos e não ofereciam os sacrifícios comuns, a multidão atacava o grupo considerado ímpio e sem pátria.

Então, Policarpo entrou em uma arena cheia de pessoas enfurecidas, se Policarpo apenas oferecesse um sacrifício, todos poderiam ir para casa.

— Respeito sua idade, velho homem — implorou o procónsul.
— Jure pela felicidade de César. Mude de idéia. Diga “Fora com os ateus!”.

O procónsul obviamente queria que Policarpo salvasse a vida ao separar-se daqueles “ateus”, os cristãos. Ele, porém, simplesmente olhou para a multidão zombadora, levantou a mão na direção deles e disse:

— Fora com os ateus!

O procónsul tentou outra vez:

— Faça o juramento e eu o libertarei. Amaldiçoe Cristo!

O bispo se manteve firme.

— Por 86 anos servi a Cristo, e ele nunca me fez qualquer mal. Como poderia blasfemar contra meu Rei, que me salvou?

A tradição diz que Policarpo estudou com o apóstolo João. Se isso foi realmente verdade, ele era, provavelmente, o último elo vivo com a igreja apostólica(essa apostólica de verdade, grifos e comentários por minha conta e risco).

Na arena, a argumentação continuava entre o bispo e o procónsul. Em certo momento, Policarpo admoestou seu inquisidor: “Se você […] finge que não sabe quem sou, ouça bem: sou um cristão. Se você quer aprender sobre o cristianismo, separe um dia e me conceda uma audiência”. O procónsul ameaçou jogá-lo às feras.

Policarpo disse: “Pois chame-as. Se isto fosse uma mudança do mal para o bem, eu a consideraria, mas não posso admitir uma mudança do melhor para o pior”.

Ameaçado pelo fogo, Policarpo reagiu: “Seu fogo poderá queimar por uma hora, mas depois se extinguirá; mas o fogo do julgamento por vir é eterno”.

Por fim, anunciou-se que Policarpo não se retrataria. O povo de Esmirna gritou: “Este é o mestre da Ásia, o pai dos cristãos, o destruidor de nossos deuses, que ensina o povo a não sacrificar e a não adorar!”.

O procónsul ordenou que o bispo fosse queimado.

Policarpo foi amarrado a uma estaca, e o fogo foi ateado. Contudo, de acordo com testemunhas oculares, seu corpo não se consumia. Conforme o relato dessas testemunhas, ele “estava lá no meio, não como carne em chamas, mas como um pão sendo assado ou como o ouro e a prata sendo refinados em uma fornalha. Sentimos o suave aroma, semelhante ao de incenso, ou ao de outra especiaria preciosa”.

Quando um dos executores o perfurou com uma lança, o sangue que jorrou apagou o fogo.

Este relato foi repassado às congregações por todo o império.

Nos 150 anos seguintes, à medida que centenas de outros mártires caminharam fielmente para a morte, muitos foram fortalecidos pelos relatos do testemunho fiel do bispo de Esmirna.

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Sem idéias para postar… Post de número 100 sobre o Rio Grande do Sul com direito a prêmio no final do Post

1 Comentário Add your own

  • 1. Jonas  |  janeiro 15, 2010 às 2:19 pm

    ééé….crente de verdade!!!me sinto um lixo perto desses mártires….
    o q temos feito pelo Evangelho?não pergunto o q temos feito para Deus, para agradá-lo, pq isso é pessoal q cada um presta o seu culto da sua maneira….mas será q temos feito alguma coisa pra fortalecer a fé dos outros?pra encorajar outros a fazerem o mesmo q nós?
    Atos como o desse bispo impactam sua geração….
    o Apóstolo Paulo disse em Filipenses 1:12-14: “E quero, irmãos, que saibais que as coisas que me aconteceram contribuiram para maior proveito do evangelho.
    De maneira que as minhas prisões em Cristo foram manisfestas por toda a guarda pretoriana e por todos os demais lugares;
    e muitos dos irmãos no Senhhor, tomando ânimo com as minhas prisões, ousam falar a palavra mais confiadamente, sem temor.”

    precisamos ser assim, ousados….precisamos de mais crentes assim…

    Deus abençoe!!
    abraço

    Responder

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